Resident Evil Requiem: Leon está infectado e eu não estou pronta pro que vem aí
O quarto trailer de Resident Evil Requiem mostrou coisas que eu não estava pronta pra ver. A Capcom não tem dó e o jogo chega dia 27.
Eu juro que tentei manter a compostura durante o State of Play dessa semana. Juro. Mas a Capcom simplesmente não tem dó. O quarto trailer de Resident Evil Requiem confirmou o que os fóruns vinham temendo desde o anúncio lá no Summer Game Fest em junho passado: o Leon está infectado. De novo. E desta vez, parece que é pra valer.
O jogo sai dia 27 de fevereiro. Faltam menos de duas semanas. E eu sinceramente não sei se o meu emocional está preparado.
A infecção do Leon
Ao longo do trailer inteiro dá pra ver - uma descoloração cinzenta e necrótica no pescoço e na mão do Leon. Não é um arranhão de batalha. É algo biológico, profundo, avançando. Na marca de 0:47, aparece um documento na tela sobre a “Raccoon City Syndrome”, uma patologia nova que parece estar diretamente conectada ao estado dele.
O Leon está correndo contra o tempo pra encontrar uma cura. 30 anos depois do incidente original de 1998, ele volta à Raccoon City - e ao prédio da RCPD, agora condenado e em ruínas. Ver ele andando por aqueles corredores que a gente conhece desde Resident Evil 2, mas décadas depois, destruídos… a nostalgia vem junto com um aperto no peito que eu não esperava.
A volta da Sherry (e eu não estou bem)
O trailer também trouxe algo que me fez gritar sozinha em casa. Uma mulher loira de costas falando com o Leon por rádio: “faz tempo que você não volta lá.” Tudo indica que é a Sherry Birkin - agora com uns 42 anos, adulta, possivelmente pronta pra devolver o favor que o Leon fez por ela quando era criança.
A dinâmica entre esses dois sempre foi uma das coisas mais bonitas da franquia. Leon a protegeu em Raccoon City. Agora ela pode ser a pessoa tentando salvá-lo. Esse tipo de arco emocional de longo prazo é o que faz a gente se apegar a personagens por décadas.
Grace Ashcroft: a protagonista que eu não sabia que precisava
Mas o que mais me pegou de surpresa foi a Grace Ashcroft. Ela é nova na franquia - analista de inteligência do FBI, introvertida, facilmente assustada. O diretor Koshi Nakanishi a descreveu como “a pessoa mais medrosa da história de Biohazard.” E eu já amo ela.

Grace é filha da Alyssa Ashcroft, a jornalista de Resident Evil Outbreak - e esse tipo de conexão com a lore mais obscura da série me dá uma alegria enorme. O gameplay dela é puro survival horror: recursos limitados, pode se agachar, se esconder embaixo de objetos, tudo em primeira pessoa por padrão. É o Resident Evil que faz você segurar a respiração.
E aqui entra o que eu acho mais genial do Requiem: o sistema de dois protagonistas com estilos completamente opostos. Grace é o horror. Leon é a ação. O jogo divide o tempo 50/50 entre os dois, e você pode alternar entre primeira e terceira pessoa a qualquer momento. Nakanishi comparou a experiência a “pular repetidamente numa banheira gelada depois de uma sauna quente.”
A brutalidade do Leon
Sobre o Leon especificamente, Nakanishi foi bem direto. Ele é “a pessoa mais forte da história de Resident Evil” e vai ser levado ao limite absoluto. A equipe tentou inicialmente fazer as sessões do Leon com horror genuíno, mas perceberam que não combinava com o personagem. Os fãs não iam querer ver o Leon tímido, se escondendo. Então mudaram a abordagem: o Leon agora é brutalidade pura.
Ele luta com um machado como arma principal. Arma de fogo, claro, mas o combate corpo a corpo é visceral. Nakanishi disse que a violência dele vai ser tanta que os jogadores vão se perguntar “o que há de errado com ele?”
A resposta é meio óbvia, né? Ele está infectado, desesperado e provavelmente sabe que está no fim. Essa raiva não é brutalidade gratuita. É o desespero de alguém lutando contra o próprio corpo enquanto tenta fazer a coisa certa uma última vez.
O nome do jogo é Requiem
E aí a gente precisa falar do elefante na sala. “Requiem” é uma missa fúnebre. Fãs identificaram que os números no trailer - 9, 6, 4, 2 - correspondem aos jogos em que o Leon apareceu, e terminam com “ND” - “End”. A teoria de que o Leon morre nesse jogo é forte. E a Capcom não confirmou nem negou.
Seria corajoso? Muito. Inédito pra franquia? Totalmente. O Resident Evil tem histórico de curas milagrosas de última hora, mas Requiem celebra os 30 anos da série. Se existe um momento pra encerrar um ciclo, é esse.
Eu não estou pronta. Mas faltam 13 dias e não tem como fugir. Resident Evil Requiem chega dia 27 de fevereiro pra PS5, Xbox Series X/S, PC e Nintendo Switch 2. E eu vou estar lá, machado na mão, tentando não chorar.
Marina Costa
Entusiasta de tech e indie games
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