O fim de Gilead tem data marcada: Tudo sobre a estreia de 'The Testaments'
A sequência de O Conto da Aia chega em abril e promete pular 15 anos no futuro para mostrar a queda de Gilead. Prepare o emocional.
Se você, assim como eu, passou os últimos anos sofrendo, chorando e gritando com a TV a cada episódio de The Handmaid’s Tale, a notícia que saiu hoje vai mexer com o seu psicológico. A gente sabia que esse dia chegaria, mas agora é real. A sequência baseada no livro de 2019 da Margaret Atwood finalmente ganhou um norte. Separei aqui tudo o que sabemos sobre Os Testamentos, e já adianto: parece que finalmente vamos ver aquele regime horroroso desmoronar.
Confesso que eu tava com um pé atrás. Depois que a série original acabou (e vamos combinar, foi uma maratona emocional pesadíssima), eu não sabia se tinha estômago pra voltar pra Gilead tão cedo. Mas os detalhes que o Hulu divulgou mudaram minha cabeça. Não é mais do mesmo. É o fim do pesadelo.
A data que você precisa circular na agenda
Pode preparar o vinho e o lencinho, porque tá muito mais perto do que a gente imaginava. O Hulu confirmou que Os Testamentos estreia no dia 8 de abril. E, graças aos deuses do streaming, eles não vão lançar só um episódio pra deixar a gente na abstinência.
Três episódios de uma vez só
A estratégia é aquela que a gente ama e odeia: os três primeiros episódios chegam no dia 8 de abril, e depois segue o baile com lançamentos semanais. Eu sei, eu sei, a geração maratona (eu inclusa) sofre com isso, mas considerando a densidade desse universo, talvez seja bom ter uma semana pra digerir o que aconteceu.
A produção começou no início de 2025, o que significa que o time correu pra entregar isso com qualidade. Considerando o histórico da equipe de The Handmaid’s Tale, dá pra esperar aquele nível de fotografia que ganha Emmy só de olhar, mesmo que a gente esteja vendo as coisas mais terríveis do mundo na tela.
💡 Lembrete da Yumi: Se você não leu o livro de 2019, cuidado com os spoilers na internet até abril. A trama é canônica e o final do livro é definitivo sobre o destino de Gilead.
Ainda dá tempo de ler, cobre agora!
O salto temporal de 15 anos
Aqui é onde a coisa fica interessante e se separa da série original. Os Testamentos não continua exatamente onde a June parou. A história dá um salto de 15 anos no futuro.
Isso muda tudo. Não estamos mais vendo a implementação do regime ou a luta imediata da resistência inicial. Estamos vendo uma geração que já cresceu dentro desse sistema ou lidando com as cicatrizes dele uma década e meia depois. É uma perspectiva completamente nova.
Segundo as informações que temos até agora, a série vai seguir à risca a premissa do livro da Margaret Atwood. Isso é um alívio, porque quando a série original ultrapassou os livros, a gente sentiu que o roteiro deu umas escorregadas (sem ofensas, Bruce Miller, mas a gente sabe). Agora, voltamos a ter um material base sólido.
O trio que vai derrubar o sistema
A dinâmica aqui não é focada apenas em uma Aia. A narrativa se divide entre três mulheres com vivências completamente diferentes, e é a união dessas histórias que vai ditar o ritmo da queda de Gilead.
Tia Lydia: Vilã ou Salvadora?
Sim, ela mesma. A mulher que a gente amou odiar (e às vezes só odiou mesmo) por anos. Ann Dowd transformou a Tia Lydia numa das personagens mais complexas da TV, e em Os Testamentos, ela é central.
No livro - e consequentemente na série - a gente vê o funcionamento interno do poder dela. Depois de anos servindo como o braço de ferro do regime, as motivações dela começam a ficar… digamos, mais claras. Sem dar spoiler pesado, mas já dando: a gente vai ver o que se passa na cabeça dela de um jeito que The Handmaid’s Tale nunca mostrou totalmente.
Agnes e Daisy: As novas vozes
Além da Lydia, temos Agnes e Daisy. A sinopse oficial confirma que as vidas dessas três - Lydia, Agnes e Daisy - vão se entrelaçar.

Agnes é a jovem que cresceu dentro de Gilead. Ela não conhece o “antes”. Para ela, aquele horror é a normalidade, e ver como a série vai tratar essa doutrinação depois de 15 anos é algo que me deixa muito curiosa. Já a Daisy representa o olhar de fora, a conexão com o que sobrou do mundo livre (ou o que tentam ser).
Essa mistura de perspectivas é o que faz Os Testamentos ser tão esperado. Não é mais só sobre sobrevivência, é sobre desmantelamento. É espionagem, é jogo político, é a Tia Lydia escrevendo seus “testamentos” escondida.
Por que essa sequência é necessária?
Olha, vou ser muito honesta com vocês aqui. Teve uma época, lá pela quarta temporada da série original, que eu pensei: “Gente, chega. Ninguém aguenta mais sofrer.” A série original flertou muito com o “torture porn”, aquela exibição de sofrimento que parecia não ter fim nem propósito além de chocar.
Mas Os Testamentos tem uma promessa diferente. O próprio título e a premissa do livro indicam que estamos caminhando para uma resolução. O livro narra a queda de Gilead.
Não é mais sobre ver a June tentando fugir pela milésima vez e sendo capturada (sério, eu não tinha mais saúde pra aquilo). É sobre ver as fundações daquele lugar podre rachando. E tem algo incrivelmente satisfatório em saber que vamos assistir ao colapso daquilo tudo. É a catarse que a gente merece depois de anos de angústia.
Como mencionado no TechRadar, a adaptação televisiva de The Handmaid’s Tale chegou ao fim, abrindo espaço justamente para essa nova fase. É um ciclo que se fecha para outro começar.
O que esperar da produção?
Bruce Miller, que criou a série original, continua envolvido. Isso garante que visualmente a gente vai estar em casa. Aquele uso de cores, os uniformes, a tensão silenciosa… tudo deve estar lá.
Mas eu espero, do fundo do coração, que a direção de arte traga algo novo também. Passaram-se 15 anos. Como Gilead evoluiu (ou devoluiu)? Como estão as roupas agora? A tecnologia?
Outra coisa: o orçamento. Considerando que é uma das joias da coroa do Hulu, e agora com toda a expectativa de ser o “grand finale” do universo, dá pra esperar valores de produção altíssimos. As cenas de flashback e as sequências no Canadá (ou onde quer que a resistência esteja) precisam contrastar bem com a opressão cinzenta e vermelha de Gilead.
Expectativa vs. Realidade
A gente sabe que adaptações nem sempre acertam 100%. O livro da Atwood dividiu algumas opiniões quando saiu (ganhou o Booker Prize, mas teve fã que achou fan service). Mas na TV, onde a gente já tem uma conexão visceral com a Tia Lydia da Ann Dowd, a história tem tudo para funcionar ainda melhor do que no papel.
O Deadline reportou que o projeto está em desenvolvimento ativo há um tempo, o que me dá esperança de que não foi algo feito às pressas só pra segurar assinante.
A grande dúvida que fica é: como eles vão lidar com o legado da June sem a June? Porque, convenhamos, Elisabeth Moss carregou esse universo nas costas com aquelas expressões faciais intensas por anos. O elenco novo vai ter que segurar uma responsabilidade gigante. Agnes e Daisy precisam ser personagens que a gente se importe tanto quanto nos importávamos com a June e a Moira.
Veredito antecipado da Yumi
Eu tô pronta? Não sei. Vou assistir no minuto que lançar? Com certeza absoluta.
Os Testamentos parece ser a resposta para quem queria ver justiça sendo feita nesse universo. Se a série original foi sobre o trauma, essa parece ser sobre a cicatriz e a cura (mesmo que a cura envolva derrubar um governo totalitário).
Dia 8 de abril tá logo ali. Já vai preparando o grupo do WhatsApp pra comentar, porque se seguir o padrão, a gente vai ter muito plot twist pra discutir. E sério, se a Tia Lydia fizer o que eu acho que ela vai fazer… a internet vai quebrar.
Fica de olho aqui no Ovelha Elétrica que assim que sair trailer ou fotos oficiais, eu volto pra gente analisar cada frame.
Até lá, nolite te bastardes carborundorum, minhas queridas.
Yumi Rodrigues
Já vi tudo, ainda acho que tem série boa pra descobrir
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