10 Adaptações de Livros que Vão Dominar as Telas em 2026 (Guia Completo)
Não é só hype: entenda as histórias por trás das grandes adaptações de 2026, de clássicos polêmicos a best-sellers de ficção científica. Guia completo com análise detalhada de cada livro e adaptação.
Gente, vamos falar a verdade: 2026 chegou chutando a porta. Parece que os estúdios de Hollywood e os gigantes do streaming fizeram uma reunião secreta e decidiram que este seria o ano oficial das adaptações de livros para cinema e TV. E não estou falando de qualquer adaptaçãozinha feita às pressas, não. Estamos falando de pesos pesados, de clássicos da literatura que definiram séculos a virais do TikTok que a gente não conseguia largar.
Eu, que já devorei metade dessas páginas e estou pronta para julgar cada escolha de elenco, preparei um guia definitivo. A ideia aqui não é só te dar uma lista, mas te explicar por que essas histórias importam. O que faz um livro de 1847 causar polêmica no Twitter hoje? Por que um sci-fi sobre um professor e uma aranha espacial vai te fazer chorar?
Pegue seu café (ou aquele lanche de maratona), ajeita a postura e vem comigo nesse Top 10 que vai do romance de época ao futuro distópico.
10. Razão e Sensibilidade (Sense and Sensibility)

Autor: Jane Austen
Começamos com a mãe de todas as comédias românticas inteligentes. Publicado originalmente em 1811, este foi o primeiro livro de Jane Austen e já mostrava a que a autora veio: dissecar a sociedade com um bisturi afiado.
A balança entre o coração e a mente
A trama é focada nas irmãs Dashwood, que representam dois extremos da experiência humana. Elinor é a “razão”: comedida, lógica, sofre calada para manter as aparências e a estabilidade. Marianne é a “sensibilidade”: emotiva, dramática, se joga de cabeça nas paixões e na dor. Quando o pai morre e elas perdem a fortuna (graças às leis machistas da época), elas precisam navegar o cruel “mercado de casamentos”. O livro é brilhante porque mostra que nem o excesso de razão, nem o excesso de emoção são o caminho ideal.
O que esperar da nova versão
Em 2026, a nova adaptação para o streaming tem o desafio de atualizar essa linguagem sem perder a essência. Esperamos uma produção que ressalte a vulnerabilidade financeira das mulheres da época — um tema que Austen sempre martelou —, mas com uma dinâmica mais ágil. Se você gosta de Bridgerton mas queria algo com mais substância e diálogos cortantes, fique de olho aqui.
💡 Veredito: Jane Austen é sempre uma aposta segura. Razão e Sensibilidade é menos “fofo” que Orgulho e Preconceito, mas talvez mais profundo na análise do caráter humano. Se você quer entender de onde vieram todas as comédias românticas modernas, comece aqui.
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9. Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice)

Autor: Jane Austen
Se Razão e Sensibilidade é o começo, Orgulho e Preconceito é o auge. É impossível falar de romance na cultura pop sem citar Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy. Eles criaram o modelo de “enemies-to-lovers” (inimigos que se amam) que a gente consome até hoje.
Muito além do romance
O livro é uma crítica social ferrenha disfarçada de romance. Austen ataca a futilidade da aristocracia rural, a obsessão por status e a tolice de julgar pelas aparências. A “guerra” entre Lizzy e Darcy é intelectual. Eles se apaixonam não (só) porque são bonitos, mas porque um desafia o intelecto do outro. Ele precisa superar seu orgulho de classe; ela precisa superar seu preconceito inicial.
A pressão da adaptação
Fazer Orgulho e Preconceito em 2026 é um risco enorme. As comparações com a versão de 2005 (Matthew Macfadyen e sua mãozinha flexionada) e a série de 1995 (Colin Firth e a camisa molhada) serão inevitáveis. A nova produção precisa trazer uma química explosiva e, acima de tudo, entender que a ironia é a arma principal de Lizzy. Se transformarem em um romance meloso genérico, a internet vai cair matando.
💡 Veredito: Conforto literário puro. Dramas familiares, slow burn, romance de época com roupas bonitas. O tipo de coisa que a gente busca quando quer fugir do barulho. Mas não se engane: Lizzy é uma das protagonistas mais afiadas da literatura, e a adaptação PRECISA respeitar isso.
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8. O Mistério dos Sete Relógios

Autor: Agatha Christie
Saindo dos salões de baile e entrando no submundo do crime com classe. Agatha Christie publicou este livro em 1929, e ele traz uma energia muito diferente das histórias do Poirot. Aqui, temos Lady Eileen “Bundle” Brent, uma protagonista jovem, moderna (para a época) e destemida.
Sociedades secretas e espionagem
A história começa com uma brincadeira em uma casa de campo que termina em morte, levando Bundle a investigar uma organização secreta chamada “Seven Dials”. O livro mistura o mistério clássico de “quem matou” com elementos de thriller de espionagem internacional. É Agatha Christie se divertindo, com um tom mais leve e aventureiro.
Por que assistir agora?
A adaptação da Netflix, intitulada apenas “Os Sete Relógios”, é um deleite visual. Assista ao trailer:
Com apenas três episódios, ela respeita o ritmo da obra sem enrolação. O destaque absoluto é o elenco: Helena Bonham Carter e Martin Freeman trazem um peso dramático e um timing cômico perfeitos. Para quem curte mistério britânico com cenários luxuosos e figurinos de cair o queixo, é a pedida certa. Ambientada em 1925, a série captura aquela atmosfera de “festa antes do fim do mundo” do período entre guerras.
💡 Veredito: Perfeito pra quem sente falta das minisséries britânicas clássicas. Curto, grosso e delicioso. Se você curte Knives Out ou Assassinato no Expresso do Oriente, vai pirar nesse.
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7. O Retorno (The Return)

Autor: Homero (baseado em A Odisseia)
Aqui a gente sobe o nível cultural lá para o teto. Baseado nos cantos finais da Odisseia de Homero, O Retorno (ou The Return) promete ser uma das experiências mais viscerais do ano. Não pense em “filme de herói grego” estilo 300 ou Fúria de Titãs.
O pai de todos os traumas
O filme foca no retorno de Odisseu (Ulisses) a Ítaca depois de 20 anos longe — 10 na Guerra de Troia e 10 perdido no mar. O livro original é fundamental porque estabelece o arquétipo da “Jornada do Herói”, mas esta parte final trata das consequências. Odisseu volta quebrado, irreconhecível, para encontrar sua casa invadida por pretendentes que querem roubar seu trono e sua esposa, Penélope. É uma história sobre TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático) milênios antes de o termo existir.
Cinema de arte com elenco de peso
Com direção focada no realismo sujo e atuações de monstros sagrados como Ralph Fiennes e Juliette Binoche, essa adaptação busca mostrar o custo humano da lenda. É a desconstrução do mito. Se você quer ver atuação de verdade e uma história que sobreviveu a 3.000 anos de história humana, esse é o seu filme. Assista ao trailer:
Sobre a edição recomendada
Existem centenas de edições da Odisseia no Brasil, com tradutores como Manuel Odorico Mendes, Carlos Alberto Nunes, e muitos outros. Cada tradução traz uma abordagem diferente: alguns preferem verso rígido, outros optam por prosa mais fluida, e há quem faça “transcriações” mais ousadas.
Nossa recomendação: A edição da Ubu Editora se destaca pela qualidade excepcional. Com tradução cuidadosa que equilibra fidelidade ao texto grego com fluidez em português contemporâneo, esta edição oferece notas explicativas que enriquecem a leitura sem sobrecarregar. O projeto gráfico impecável e a escolha de papel tornam a experiência de leitura ainda mais prazerosa. É a edição perfeita tanto para quem vai ler pela primeira vez quanto para quem deseja redescobrir o clássico com novos olhos.
💡 Veredito: A adaptação promete ser densa, pesada e cinematográfica. Cinema de arte com orçamento. Ler A Odisseia antes vai te dar uma apreciação completamente nova do filme. Não é para todos — é denso, lento e devastador.
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6. A Empregada

Autor: Freida McFadden
Do clássico grego para o fenômeno do BookTok. O livro de Freida McFadden virou febre por um motivo simples: ele te engana. É um thriller doméstico viciante que brinca com as nossas suposições o tempo todo.
Nada é o que parece
A premissa: Millie, uma ex-presidiária morando em seu carro, consegue um emprego na casa dos sonhos da família Winchester. Mas a patroa, Nina, é errática e cruel, sujando a casa de propósito só para ver Millie limpar. O marido, Andrew, parece ser um santo sofredor. Mas conforme Millie se aproxima de Andrew e a tensão na casa aumenta, descobrimos que ninguém ali é inocente. O livro é famoso por um plot twist no meio que vira a história de cabeça para baixo.
O filme já está entre nós
Lançado nos cinemas brasileiros em 1º de janeiro, o filme trouxe Sydney Sweeney e Amanda Seyfried para viverem esse duelo psicológico. A adaptação acertou ao manter o ritmo frenético e a sensação de claustrofobia da casa. Embora alguns críticos digam que é “filme de tela quente”, é inegável que ele cumpre o que promete: entreter, chocar e te fazer desconfiar de todo mundo. Assista ao trailer:
💡 Veredito: Não é alta literatura, é entretenimento viciante. Perfeito pra maratona com amigas. O tipo de livro que você devora em um domingo e fica pensando no plot twist por uma semana. O filme mantém essa energia - é propaganda de streaming de alta qualidade.
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5. O Cavaleiro dos Sete Reinos

Autor: George R.R. Martin
George R.R. Martin não vive só de matar nossos personagens favoritos de formas horríveis. A coletânea de contos “O Cavaleiro dos Sete Reinos” mostra um lado mais “pé no chão” de Westeros, cerca de 90 anos antes dos eventos de Game of Thrones.
A honra em um mundo sujo
Diferente da trama política complexa da série principal, aqui acompanhamos Sor Duncan, o Alto (Dunk), um cavaleiro andante gigante e de bom coração, e seu escudeiro Egg (que na verdade é o príncipe Aegon Targaryen disfarçado). As histórias são aventuras de estrada, focadas em torneios, honra, e a vida do povo comum sob o reinado dos dragões. É uma narrativa mais intimista, quase um “buddy cop” medieval.
A aposta da HBO
Estreada em 18 de janeiro, a série tem sido elogiada por trazer um respiro à franquia. Assista ao trailer:
Sem a necessidade de batalhas épicas a cada 5 minutos, o roteiro foca na relação entre Dunk e Egg. É a prova de que o universo de Martin é rico o suficiente para sustentar histórias menores e mais emocionantes. Se você cansou de ver gente sendo queimada viva e quer ver um pouco de cavalheirismo (mesmo que falho), dê uma chance.
💡 Veredito: Perfeito pra quem sente falta de Westeros. É George R.R. Martin no auge, e a adaptação tá sendo fiel. Se você traumatizou com o final de GoT, pode relaxar – essa história já tem começo, meio e (quase) fim escritos.
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4. Jogos Vorazes: O Amanhecer da Colheita (The Ballad of Songbirds and Snakes - Sunrise on the Reaping)

Autor: Suzanne Collins
Suzanne Collins sabe exatamente onde tocar na ferida. Depois de humanizar (e demonizar) o Presidente Snow em A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes, ela volta seu olhar para um dos personagens mais amados e trágicos da saga: Haymitch Abernathy.
O 50º Jogos Vorazes
O livro (e o filme, previsto para novembro) narra o Segundo Massacre Quaternário. Para quem não lembra, foi a edição em que o número de tributos foi dobrado: 48 crianças entraram na arena, e apenas Haymitch saiu. Mas o livro explora como ele venceu — usando o campo de força da arena contra os opositores, um ato de rebeldia que a Capital nunca perdoou. A história explica por que ele se tornou o alcoólatra cínico que conhecemos e como a Capital destruiu sua vida pós-vitória.
O retorno a Panem
Distopias adolescentes tiveram seu auge, mas Jogos Vorazes sempre esteve um nível acima pela sua crítica política e midiática. Ver a “arena mais mortal da história” e a juventude de Haymitch é algo que os fãs pedem há anos. Preparem-se para chorar, porque sabemos que essa história não tem final feliz — tem apenas sobreviventes. Assista ao trailer:
💡 Veredito: Essencial pra entender o universo completo. Mesmo que você saiba o final, ver a origem de tudo vai mudar como você vê os filmes anteriores. Suzanne Collins não economiza na violência ou na tragédia.
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3. O Morro dos Ventos Uivantes

Autor: Emily Brontë
Aqui temos a medalha de bronze e a polêmica de ouro. O clássico gótico de Emily Brontë, publicado em 1847, é uma história brutal sobre obsessão, vingança e amores tóxicos nas charnecas inglesas. Não é um romance fofo; é uma história de fantasmas e gente quebrada.
A controvérsia da escalação
A adaptação de Emerald Fennell (Saltburn), que estreia em fevereiro, escalou Jacob Elordi como Heathcliff e Margot Robbie como Catherine. O problema? No livro, Heathcliff é explicitamente descrito como tendo “pele escura”, possivelmente de origem cigana ou indiana, o que é fundamental para entender o preconceito que ele sofre e que motiva sua vingança. Escalar um ator branco (Elordi) foi visto por muitos críticos e fãs como um apagamento histórico (o tal “whitewashing”) e uma simplificação da obra.
O estilo Fennell
Apesar da polêmica, a curiosidade é alta. Fennell é conhecida por seu estilo visual pop, provocativo e desconfortável. A expectativa é que ela transforme o clássico gótico em algo moderno, sujo e sexualmente carregado. Se vai ser uma obra-prima ou um desastre, só assistindo para saber, mas que vai dar o que falar, vai. Assista ao trailer:
💡 Veredito: Leia antes pra entender a polêmica. O livro é denso, poético e visceral – não é romance leve, é dor pura. A escrita da Brontë é única. Se você nunca leu, prepare o emocional. Heathcliff e Catherine têm uma das histórias de amor mais tóxicas e obsessivas da literatura.
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2. Devoradores de Estrelas (Project Hail Mary)

Autor: Andy Weir
A medalha de prata vai para a ficção científica mais humana dos últimos anos. Escrito por Andy Weir (Perdido em Marte), Devoradores de Estrelas (Project Hail Mary) é aquele livro que você termina querendo abraçar alguém.
Ciência, amizade e o fim do mundo
Ryland Grace (vivido por Ryan Gosling) acorda em uma nave espacial sem memória, com dois cadáveres ao lado. Aos poucos, ele lembra que o sol está morrendo, devorado por microrganismos, e ele é a última esperança da humanidade. A reviravolta mágica acontece quando ele encontra uma nave alienígena com o mesmo problema. A amizade que surge entre o humano e o alienígena “Rocky” (uma aranha de pedra que fala por música) é uma das coisas mais lindas da literatura sci-fi moderna.
A adaptação da Amazon
Chegando em março pela Amazon MGM, o filme tem a difícil missão de criar o Rocky em CGI de uma forma que seja crível e emotivo. Ryan Gosling é a escolha perfeita para o tom do livro: engraçado, desesperado e incrivelmente carismático. Se o filme capturar 10% da emoção do livro, vai ser o E.T. - O Extraterrestre da nossa geração. Assista ao trailer:
💡 Veredito: O livro é uma joia de ficção científica hard, mas acessível. Se você curte física real e astronomia, vai pirar. Andy Weir faz a ciência parecer mágica sem ser conveniente demais. A amizade entre Grace e Rocky é, sem exagero, um dos melhores personagens não-humanos da ficção científica.
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1. Duna: Messias (Dune: Messiah)

Autor: Frank Herbert
O topo da lista é dele, o Lisan al Gaib. Denis Villeneuve volta em dezembro para concluir sua trilogia com a adaptação de Duna: Messias, o SEGUNDO livro da saga de Frank Herbert.
A desconstrução do herói
Se você achou que Duna: Parte 2 teve um final “heroico”, você não prestou atenção. Messias acontece 12 anos depois. Paul Atreides é o Imperador do universo, mas sua Guerra Santa matou 61 bilhões de pessoas. O livro é uma tragédia grega no espaço: Paul é o homem mais poderoso que já existiu, mas é prisioneiro do seu próprio futuro e das lendas que criou. É um livro sobre conspirações, traição, cegueira (literal e metafórica) e o peso esmagador do poder.
O evento do ano
Villeneuve prometeu que este filme mostraria a tese real de Frank Herbert: “cuidado com os heróis”. Veremos Chalamet em uma versão mais sombria e cansada de Paul, lidando com as consequências de suas escolhas. Com o visual grandioso que já conhecemos e uma trama política densa, Duna: Messias não é apenas um filme; é o encerramento de um ciclo cinematográfico histórico. E não esquece: Duna: Prophecy, a série prequela da HBO, já tá no ar contando a história das Benne Gesserit.
💡 Veredito: Ler Messias antes é praticamente obrigatório. Sem entender a jornada política e emocional de Paul, você vai perder metade do filme. O livro é mais político, mais sombrio e muito mais trágico. É a refutação do herói escolhido — a desconstrução completa de tudo que Villeneuve construiu nos dois primeiros filmes.
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E aí, qual desses livros você vai correr para ler antes de o filme sair? Eu confesso que já estou relendo Devoradores de Estrelas só para me preparar emocionalmente para ver o Rocky na tela.
Yumi Rodrigues
Já vi tudo, ainda acho que tem série boa pra descobrir