Baldur's Gate na HBO: Craig Mazin jogou 1000 horas e agora vai destruir nosso emocional

Criador de The Last of Us vai adaptar o RPG e confirmou que a história se passa DEPOIS do jogo

Yumi Rodrigues
Yumi Rodrigues Já vi tudo, ainda acho que tem série boa pra descobrir
5 de fevereiro de 2026 4 min
Cena de Baldur's Gate 3 com personagens ao redor de uma fogueira
!!

GENTE, PARA TUDO O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO AGORA.

Se você, assim como eu, ainda não superou o final da temporada de “The Last of Us” e vive num loop eterno de criar novos personagens em Faerûn, a notícia de hoje vai fazer seu coração errar umas três batidas. A HBO não está de brincadeira.

A série de “Baldur’s Gate” está oficialmente em desenvolvimento e o showrunner é ninguém menos que Craig Mazin. Sim, o cara que nos fez chorar com cogumelos zumbis em “The Last of Us” e nos deixou traumatizados com “Chernobyl”.

Eu não tenho estrutura psicológica pra isso, mas vamos aos fatos (antes que eu comece a gritar em caixa alta).

O homem é um de nós (literalmente)

Sabe quando anunciam uma adaptação e a gente fica com aquele medo de que o diretor nunca nem tocou no material original? Pois é, aqui o cenário é o oposto. O Craig Mazin soltou a braba numa declaração que me fez respeitar o cara num nível espiritual: ele tem quase 1000 horas de jogo em “Baldur’s Gate 3”.

Mano. MIL HORAS.

Isso não é pesquisa de campo, isso é obsessão. Isso é gente que ficou resetando o save pra ver todos os finais possíveis com a Shadowheart. Ele disse textualmente:

“Depois de colocar quase 1000 horas no mundo incrível de ‘Baldur’s Gate 3’, é um sonho realizado poder continuar a história que a Larian e a Wizards of The Coast criaram.”

Ou seja, ele não vai só “adaptar”. Ele é um tryhard que virou showrunner. Isso me dá uma paz de espírito que vocês não têm noção. Se tem alguém que vai respeitar a lore e entender por que a gente ama tanto esses personagens quebrados, é esse cara.

Mas calma, que o buraco é mais embaixo

Aqui vem o plot twist que me deixou nervosa: a série não vai ser um replay do jogo. Segundo as infos que saíram (valeu Variety e TheWrap), a história vai ser uma continuação direta dos eventos de “Baldur’s Gate 3”.

Isso levanta, tipo, um milhão de perguntas. Qual final eles vão considerar canônico? Quem sobreviveu? O Tav vai existir ou eles vão focar só nos Origin Companions?

Imagina a responsabilidade de escrever o que acontece depois com:

  • Astarion (se fizerem algo ruim com meu vampiro, eu processo a HBO)
  • Karlach (ela merece um final feliz, Craig, pelo amor de Deus)
  • Gale (espero que não tenha explodido nada)
  • Shadowheart, Lae’zel e Wyll.

A HBO descreve o tom do jogo como “gritty and biting with unexpected humor” (sombrio e ácido com humor inesperado). Se tem alguém que sabe equilibrar “mundo acabando” com “piadinha na hora errada”, é o roteirista de “The Last of Us”. O hype é real, mas o medo de ver meus navios afundando também é.

O “Efeito Mazin”

Vamos falar a verdade? A HBO achou a galinha dos ovos de ouro com o Mazin. O cara pegou “Chernobyl” em 2019 e transformou num evento cultural. Pegou “The Last of Us” e quebrou recordes, garantindo renovação até a terceira temporada antes mesmo da segunda terminar em 2025.

Agora ele estendeu o contrato com a HBO por mais quatro anos. Isso significa que “Baldur’s Gate” vai ter orçamento, vai ter tempo e vai ter o cuidado que merece. A Hasbro Entertainment também tá na produção, então os donos da bola (D&D) estão de olho.

O que a gente faz enquanto espera?

A gente surta, óbvio.

Ainda não tem data de estreia, elenco ou roteiro fechado. O projeto está nos estágios iniciais. Mas só de saber que o universo criado pela Larian Studios – que puxou mais de 15 milhões de jogadores desde 2023 – vai ganhar vida na HBO, já é motivo pra abrir um vinho (ou uma poção de cura).

Eu só tenho um pedido: por favor, acertem o cast do Astarion. A internet não vai tankar se errarem essa.

Yumi Rodrigues
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