Chris Pratt chamou o Reino dos Cogumelos de "planeta" e os fãs de Mario perderam a paciência
Chris Pratt errou o nome do Reino dos Cogumelos na premiere em Kyoto. O filme fez R$ 27 milhões no Brasil mesmo assim.
Super Mario Galaxy: O Filme acabou de cravar a maior estreia de 2026 no Brasil. R$ 27,3 milhões e mais de um milhão de espectadores nos primeiros dias. Mas quem está roubando os holofotes não é o Mario, a Peach nem o Bowser. É Chris Pratt, de novo, pelos motivos errados.
Na premiere do filme em Kyoto, o ator que dá voz ao Mario foi perguntado sobre o que mais o empolgava para os fãs verem. A resposta, registrada pela Kotaku, entrou direto pro hall da vergonha: “Estou animado pra galera ver os mundos fora do Cogumelo… o planeta Cogumelo.”
Planeta Cogumelo.
Qualquer pessoa que já ligou um Nintendo sabe que o nome certo é Reino dos Cogumelos. É informação de tela de título. É tipo chamar Hogwarts de “a escola de magia” - até quem nunca leu Harry Potter sabe o nome. E o cara que dubla o Mario há quatro anos chamou de planeta.

A internet fez o que a internet faz. Os memes chegaram em minutos. Um fã no X escreveu “como você finge ser a voz do Mario?” enquanto outro completou: “uma coisa é não conhecer o material original, outra é não saber o que acontece no seu próprio filme.” O comentário que mais circulou foi certeiro: “ele foi mais apaixonado pelo Garfield do que pelo Mario.” E olha que o filme do Garfield não foi exatamente um sucesso de público.
O contraste com o resto do elenco só piora a situação. Brie Larson, que dubla Rosalina, tem aparecido em entrevistas demonstrando conhecimento real sobre o universo Mario, jogando Mario Kart durante a divulgação e mostrando habilidade de verdade. Jack Black, o eterno Bowser, vive postando covers de músicas dos jogos. Anya Taylor-Joy, a Peach, fez questão de jogar os títulos originais antes das gravações. Os entrevistadores perceberam quem se preparou e quem não se preparou. Os fãs também.
E não é a primeira vez que Pratt tropeça. Desde o anúncio do elenco em 2022, ele tem uma relação estranha com o personagem. Na divulgação do primeiro filme, soltou um “pisando… KOOPAS!” com a energia de alguém que acabou de ler o briefing no carro a caminho do evento. A voz que ele dá ao Mario continua sendo alvo de piadas: soa como Chris Pratt falando normal, com um sotaque de Brooklyn que aparece quando ele lembra.
O filme está destruindo nas bilheterias (mesmo assim)
O mais irônico de tudo é que nada disso faz diferença no caixa. Nos Estados Unidos, Super Mario Galaxy: O Filme abriu com US$ 190 milhões nos primeiros cinco dias e US$ 372,5 milhões no mundo inteiro. São números absurdos, mesmo ficando um pouco abaixo do primeiro filme de 2023, que tinha estreado com US$ 204 milhões no mesmo período.
No Brasil, R$ 27,3 milhões e 1,16 milhão de espectadores garantiram o posto de maior abertura do ano. Em um ano que já está lotado de filmes de videogame, o Mario chegou atropelando.
A crítica está rachada no meio. A animação da Illumination continua linda, com os cenários galácticos entregando o tipo de espetáculo que funciona demais na tela grande. O roteiro repete a fórmula do primeiro: ágil, divertido, pipoca pura. Quem foi esperando duas horas de diversão saiu feliz. Quem queria profundidade de Pixar saiu frustrado. Eu fui esperando diversão e saí satisfeita.

Mas o recado final é pra Nintendo e a Illumination. O público brasileiro está enchendo as salas pra ver esse filme, e ele merece: é bonito, é divertido, funciona pra toda a família. Com esses números, um terceiro filme é questão de tempo. E quando ele vier, alguém precisa sentar o Chris Pratt na frente de um Super Nintendo por pelo menos uma tarde.
Só pra ele aprender o endereço do personagem que dubla.
Beatriz Almeida
Cinema é entretenimento, e eu tô aqui pra diversão
Redatora de entretenimento e cultura pop. Cobre blockbusters e tendências do audiovisual.
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