O videogame que cravou os últimos 4 campeões da Copa já simulou 2026 e tem um vencedor
EA FC 26 simulou as 104 partidas da Copa de 2026 e cravou a Espanha campeã. O mesmo simulador acertou os vencedores de 2010, 2014, 2018 e 2022.
A bola mal começou a rolar nos Estados Unidos e a EA já tirou a graça do bolão. Em qualquer outro caso, seria só mais uma jogada de marketing. O problema é o retrospecto: esse mesmo simulador acertou o campeão das últimas quatro Copas. Quatro.
A previsão saiu da própria EA, que usou o modo de torneio internacional adicionado ao jogo no fim de maio com a atualização The World’s Game pra simular as 104 partidas do mundial, da fase de grupos à final. E não foi uma rodada única: segundo a ESPN, foram centenas de simulações até fechar o cenário mais provável.
O anúncio veio com a confiança de quem não erra desde 2010. “Prevemos quatro seguidas. Agora rodamos a simulação de novo. O próximo campeão?”, escreveu o perfil oficial do EA SPORTS FC, fechando a frase com a bandeira da Espanha.
Quatro Copas sem errar (e até a Bola de Ouro do Messi)
O histórico é o que separa essa previsão de qualquer palpite de grupo de WhatsApp. Em 2010, o então FIFA simulou o torneio da África do Sul e apontou a Espanha de Xavi e Iniesta. Em 2014, cravou a Alemanha. Em 2018, a França. Em 2022, a Argentina, numa edição em que a previsão parecia enterrada logo na estreia, quando o time de Messi perdeu de virada pra Arábia Saudita. Deu Argentina mesmo assim, e a EA ainda acertou a Bola de Ouro do Messi de quebra.
Essa é a primeira Copa com 48 seleções, e por isso a conta de jogos saltou de 64 pra 104. Mais times, mais mata-mata, mais espaço pra zebra. Mesmo assim, a máquina não hesitou.
Espanha campeã, Yamal artilheiro e Brasil barrado pela França
O pacote completo da simulação dói mais que o resultado seco. A Espanha levanta a taça e fatura o segundo título mundial. Lamine Yamal, 18 anos e na primeira Copa da vida, termina como artilheiro do torneio. Pedri lidera as assistências da seleção espanhola, com quatro, enquanto o inglês Elliot Anderson fica com a ponta geral de passes pra gol.
E o Brasil? Segundo a IGN Brasil, a simulação coloca a seleção na semifinal, eliminada pela França, que depois perde a decisão pra Espanha. Hexa adiado de novo, dessa vez por um algoritmo.
Os Estados Unidos, donos da casa ao lado de México e Canadá, se dão pior. Na maioria das rodadas da simulação, o time cai nas oitavas de final, com Malik Tillman despontando como artilheiro provável, à frente de Christian Pulisic.
Prever a Espanha era a aposta mais segura da máquina
Agora, o banho de realidade de quem acompanha esse circo há anos: cravar a Espanha em 2026 não é exatamente uma ousadia. A seleção é a atual campeã da Eurocopa, tem a geração de Yamal, Pedri e Rodri no auge e estaria no topo de qualquer palpite humano também. O simulador roda em cima dos ratings do próprio EA FC 26, as notas que o jogo dá pra cada atleta, então o elenco mais forte no papel sempre larga na frente. O GameSpot resumiu no próprio título: um vencedor “esperado”.
Só que retrospecto é retrospecto. Quatro acertos seguidos incluem edições em que o favoritismo era bem mais embolado que o de agora, e a previsão de 2022 sobreviveu até a uma derrota da Argentina na estreia. Em algum momento, parar de respeitar a máquina vira teimosia.
Essa Copa, aliás, já é o torneio da IA fora de campo. Tem torcedor usando extensão com inteligência artificial pra caçar ingresso mais barato no marketplace da FIFA, e até o jogo oficial da Netflix atualiza elencos e resultados conforme o torneio real avança. O palpite de mesa de bar agora compete com data center.
Agora é com a bola. A fase de grupos vai dizer rapidinho se a Espanha da simulação é a mesma do gramado, e a final está marcada pra 19 de julho. Se a máquina errar, a internet não perdoa. Se acertar a quinta seguida, talvez seja hora de perguntar pra ela os números da Mega-Sena.
Carla Mendes
Cobrindo esports desde 2018
Cobrindo cenário competitivo de esports desde 2018. Acompanha torneios e equipes profissionais.
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