Uma gigante de investimentos largou o Bitcoin e o motivo parece filme de ficção científica

Christopher Wood, da Jefferies, removeu o BTC de suas recomendações citando riscos iminentes de quebra da criptografia, mas será que é hora de pânico?

Carla Mendes
Carla Mendes Cobrindo esports desde 2018
18 de janeiro de 2026 4 min
Imagem oficial: Uma gigante de investimentos largou o Bitcoin e o motivo parece filme de ficção científica
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Imagina você acordar, checar sua carteira de cripto e descobrir que ela vale zero. Não porque o mercado despencou, mas porque um supercomputador simplesmente “adivinhou” todas as senhas do mundo. Parece roteiro de Black Mirror, né? Pois é, mas para Christopher Wood, chefe global de estratégia de ações da Jefferies, esse pesadelo é motivo suficiente para pular fora do barco agora. O analista removeu o Bitcoin de suas recomendações de portfólio, citando especificamente o medo de que a computação quântica esteja prestes a quebrar a criptografia das criptomoedas.

E não é pouca coisa quando um nome desse peso em Wall Street decide abandonar o ativo digital mais famoso do mundo por causa de uma tecnologia que, para muita gente, ainda parece distante.

O apocalipse cripto tem data marcada?

A justificativa do Wood é direta: a capacidade dos computadores quânticos de realizar cálculos numa velocidade absurda poderia, em teoria, quebrar os algoritmos de criptografia atuais. Se isso acontecer, a segurança do blockchain vai por água abaixo.

💡 O que está em jogo: Se a criptografia do Bitcoin for quebrada, chaves privadas poderiam ser descobertas via força bruta, permitindo que hackers roubem fundos de forma indetectável.

Segundo reportado pelo Tom’s Hardware, essa ansiedade não é só do Wood. Pesquisadores vêm alertando que computadores quânticos em escala poderiam destruir o Bitcoin “da noite para o dia”, ameaçando o investimento de 500 milhões de investidores globais.

O medo de que a computação quântica quebre a banca

Olha, eu sou a primeira a ficar animada com tecnologia nova, mas essa aqui dá um frio na espinha. Em maio do ano passado (2025), uma pesquisa do Google já sugeria que a criptografia RSA - aquela base de segurança que a gente confia pra tudo - pode ser bem mais suscetível a ataques quânticos do que a gente imaginava.

Os prazos variam, mas o relógio está correndo:

  • Novembro de 2025: Um CEO de tecnologia avisou que a quebra pode acontecer logo após 2030.
  • Outras previsões: Alguns especialistas jogam essa data lá para 2040.

Basicamente, o medo é que a máquina de mineração do Bitcoin seja resolvida instantaneamente ou que carteiras sejam abertas como latas de sardinha.

Mas calma, não precisa vender tudo (ainda)

Agora, respira. Antes de você sair vendendo seus Satoshis para comprar ouro ou estocar comida enlatada, tem o outro lado da moeda. Nem todo mundo está comprando esse pânico do Wood.

A comunidade de desenvolvedores, por exemplo, está bem menos preocupada do que os engravatados do mercado financeiro. O argumento deles? A tecnologia quântica atual ainda não aguenta essa tarefa.

  • Estabilidade: Os computadores quânticos de hoje ainda não são estáveis ou poderosos o suficiente para derrotar os algoritmos atuais.
  • Evolução: A criptografia não está parada no tempo. Já existe a tal “criptografia pós-quântica” sendo desenvolvida justamente para evitar esse colapso.

Sinceramente? Às vezes parece que o mercado financeiro gosta de criar um monstro só para ter o que falar. É tipo quando dizem que “o PC gaming vai morrer” todo ano desde 2010. A gente sabe que a realidade é mais complexa.

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A corrida contra o tempo

A questão real não é “se”, mas “quando”. O relatório da Forbes levantou essa bola em junho de 2025: a corrida global pela supremacia quântica é geopolítica. Se um governo consegue essa tecnologia antes de todo mundo atualizar seus sistemas de segurança… bom, aí o Bitcoin vai ser o menor dos nossos problemas. Backdoors governamentais obrigatórios já são uma preocupação citada em relatórios sobre o futuro digital de 2035.

Aliás, falando em tecnologia que a gente não entende direito mas paga caro: vocês viram o preço das novas GPUs? Tá mais fácil minerar Bitcoin na mão com papel e caneta do que montar um PC novo no Brasil hoje em dia. Mas eu divago.

O ponto é: Christopher Wood preferiu não pagar pra ver. Ele saiu antes que a suposta bolha quântica estoure. Para nós, meros mortais e entusiastas, fica o alerta. A tecnologia avança rápido, e o que hoje é seguro, amanhã pode estar “enfraquecido” por um supercomputador em algum laboratório subterrâneo.

Vou ficar de olho nisso. Se meu PC começar a agir estranho ou minha carteira zerar, já sei quem culpar.

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