Devoradores de Estrelas não para: o filme de Ryan Gosling que está engolindo a bilheteria de 2026
Devoradores de Estrelas fez US$46 milhões no segundo fim de semana e já acumula US$156 milhões em 10 dias nos EUA.
US$46 milhões. Esse foi o segundo fim de semana de Devoradores de Estrelas nos cinemas americanos, uma queda de 42% em relação à estreia. Parece muito? Pra um filme que abriu com US$80 milhões, é exatamente o tipo de perna que separa um sucesso de um fenômeno. Em dez dias, a bilheteria doméstica já bate US$156 milhões e não dá sinais de desacelerar.
O filme de Phil Lord e Christopher Miller, baseado no romance de Andy Weir (o mesmo autor de Perdido em Marte), está fazendo pela Amazon MGM o que nenhum outro título original conseguiu: provar que dá pra competir com franquias sem precisar de capa ou máscara.
Os números que assustam Hollywood
A estreia global foi de US$141 milhões, com US$80,6 milhões só nos Estados Unidos, a nona maior abertura de março de todos os tempos. No mercado internacional, foram US$60 milhões distribuídos por 82 países, com destaque pro Reino Unido (US$10,2 milhões), China (US$7,1 milhões), Austrália (US$5 milhões) e Coreia do Sul (US$4,3 milhões).
E o boca a boca está fazendo o trabalho pesado. O filme tem 95% no Tomatometer do Rotten Tomatoes, nota A no CinemaScore e 96% no Popcornmeter, que mede a aprovação do público. São os melhores números combinados de qualquer filme em cartaz em 2026. Filmes com esse combo historicamente passam dos US$250 milhões domésticos, o mesmo território de Oppenheimer, Duna: Parte Dois e 007: Operação Skyfall.
Com um orçamento de US$200 milhões, Devoradores de Estrelas precisa de algo em torno de US$500 milhões globais pra ser lucrativo. No ritmo atual, vai chegar lá antes de abril.

Ryan Gosling carregando um filme nas costas (de novo)
Tem gente que nasce pra ser estrela de cinema e Ryan Gosling é uma dessas pessoas. Ele interpreta Ryland Grace, um professor de ciências que acorda sozinho numa nave espacial sem memória nenhuma de como foi parar ali. A missão dele é salvar a Terra de uma catástrofe iminente, e no caminho ele encontra Rocky, um alienígena que está tentando salvar o próprio planeta.
A química entre Gosling e Rocky (que é basicamente uma estrela-do-mar musical feita em CGI) é o coração do filme. Lord e Miller, a dupla por trás de Homem-Aranha no Aranhaverso e Uma Aventura Lego, encontraram o equilíbrio perfeito entre ficção científica hard e comédia com coração. É engraçado, é emocionante e é inteligente sem ser pretensioso.
Se você amou Perdido em Marte, é mais do que isso. Se chorou com Interestelar, prepara o lenço.
O Brasil entrou na onda
No Brasil, Devoradores de Estrelas abriu com R$6,7 milhões e 257 mil espectadores no primeiro fim de semana, o melhor resultado de 2026 nos cinemas brasileiros. O filme está liderando a bilheteria nacional e, pelo ritmo das sessões lotadas, o segundo fim de semana por aqui deve manter o embalo.
É o tipo de filme que funciona pra todo mundo. Quem quer ficção científica sai satisfeito. Quem quer aventura, também. Quem quer drama humano com um alienígena simpático, faz fila. E quem só quer ver Ryan Gosling sendo Ryan Gosling por duas horas, bom, o cinema está ali pra isso.
A Amazon MGM encontrou seu blockbuster
Essa é a maior estreia da história da Amazon MGM Studios, e não é por pouco. O estúdio vinha tentando emplacar títulos nos cinemas desde a aquisição da MGM e finalmente acertou em cheio. Devoradores de Estrelas prova que filme original, sem ser sequência nem spin-off, ainda consegue arrastar multidões pra sala escura quando a execução é impecável.
A concorrência neste fim de semana nem chegou perto. Hoppers, da Pixar, fez US$18 milhões no segundo lugar, enquanto a estreia de They Will Kill You ficou na faixa dos US$5 milhões. Devoradores de Estrelas está num campeonato à parte.
O mais impressionante? Não tem pós-créditos provocando sequência, não tem universo compartilhado, não tem multiverso. É um filme. Uma história. Começo, meio e fim. E 156 milhões de dólares em dez dias dizem que o público está com sede disso.
Beatriz Almeida
Cinema é entretenimento, e eu tô aqui pra diversão
Redatora de entretenimento e cultura pop. Cobre blockbusters e tendências do audiovisual.
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