Jim Caviezel não volta como Jesus. Mel Gibson trocou todo o elenco de A Ressurreição de Cristo

Jim Caviezel foi substituído por um ator finlandês de 36 anos. O elenco inteiro de A Paixão de Cristo foi trocado. As filmagens terminaram e as datas de 2027 estão confirmadas.

Beatriz Almeida
Beatriz Almeida Cinema é entretenimento, e eu tô aqui pra diversão
16 de maio de 2026 4 min
Comparação lado a lado: Jim Caviezel como Jesus em A Paixão de Cristo (esquerda) e Jaakko Ohtonen, o novo Jesus em A Ressurreição de Cristo (direita)
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Quando A Paixão de Cristo estreou em 2004, arrecadou US$ 612 milhões com um orçamento de US$ 30 milhões e se tornou um dos fenômenos mais improváveis do cinema moderno. A Ressurreição de Cristo vai custar mais de US$ 250 milhões no total, sair em duas partes em 2027, e vem com uma mudança que vai sacudir quem é fã do original: Jim Caviezel não volta. O elenco inteiro foi trocado.

As filmagens encerraram no dia 30 de abril de 2026, depois de seis meses nos estúdios Cinecittà, em Roma. Mel Gibson confirmou que o projeto está de pé, nas datas certas, com novo elenco e um roteiro que ele mesmo descreve como “uma viagem alucinante” pelos territórios mais sombrios da mitologia cristã.

Por que Jim Caviezel não voltou

Caviezel tinha 35 anos quando filmou A Paixão de Cristo. Hoje, aos 57, está duas décadas mais velho do que Jesus era quando foi crucificado. A sequência começa três dias depois da Crucificação, e a história exige um Jesus de 33 anos.

A opção de usar CGI para rejuvenescer Caviezel foi discutida e descartada. Cara demais. Arriscada demais para um papel com esse peso teológico. Não é o tipo de aposta que Gibson vai fazer com um projeto que já carrega expectativa religiosa enorme.

A decisão de trocar o protagonista arrastou todo o elenco. Monica Bellucci, que interpretou Maria Madalena no original, não voltou. Maia Morgenstern, a Maria mãe de Jesus, igualmente substituída. Ninguém do elenco original retorna.

O novo elenco completo

O novo Jesus é Jaakko Ohtonen, ator finlandês de 36 anos com passagem por The Last Kingdom, série da Netflix. Tem a idade certa, tem experiência em produções históricas de grande escala. Gibson aprovou pessoalmente.

O restante do elenco:

  • Mariela Garriga como Maria Madalena
  • Kasia Smutniak como Maria, mãe de Jesus
  • Pier Luigi Pasino como Pedro
  • Riccardo Scamarcio como Pôncio Pilatos
  • Rupert Everett como Abraão

Riccardo Scamarcio como Pilatos é a contratação que chama atenção. Ator italiano com filmografia consistente em produções europeias e americanas, dá ao personagem um peso dramático que vai além do convencional.

O roteiro que Gibson chamou de viagem alucinante

Gibson co-escreveu o roteiro com Randall Wallace, o mesmo responsável pelo script de Coração Valente. Em entrevistas, descreveu o filme como “uma viagem alucinante”, com exploração da descida de Jesus ao Sheol, da origem dos anjos caídos e da figura de Satanás.

É um território muito mais sobrenatural do que o original, que ficou focado nos sofrimentos físicos da Paixão. Quem espera o mesmo filme vai encontrar algo diferente. Quem queria que Gibson fosse mais fundo, parece que ele foi.

A estratégia de lançamento confirma o tamanho da aposta:

  • Parte 1: Sexta-feira Santa, 26 de março de 2027
  • Parte 2: Dia da Ascensão, 6 de maio de 2027

Duas entregas. Duas datas religiosas. Dois momentos de bilheteria separados para o mesmo público.

Brasil e o público que fez A Paixão de Cristo funcionar

A Paixão de Cristo foi um evento cultural aqui. O Brasil tem uma das maiores populações católicas do planeta, e o original de 2004 chegou aos cinemas como fenômeno, não como estreia comum. Discussões dentro das igrejas. Missas que recomendavam o filme. Controvérsias sobre a intensidade das cenas de violência. Era impossível ignorar.

A Ressurreição de Cristo vem com elenco completamente novo e um protagonista que o público brasileiro ainda não conhece. Jaakko Ohtonen vai precisar conquistar o mesmo espaço que Caviezel ocupou por 22 anos na imaginação de quem assistiu ao original.

Os ingredientes estão todos ali: mais de US$ 250 milhões de orçamento, duas partes, datas estratégicas, Gibson no comando e um roteiro que promete ir além do que qualquer um esperava. Se funcionar na mesma escala do original, estamos falando de um dos maiores lançamentos religiosos da história do cinema.

Filmagens terminadas. Data marcada. Elenco definido. Falta só a estreia.

Beatriz Almeida
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Beatriz Almeida

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Redatora de entretenimento e cultura pop. Cobre blockbusters e tendências do audiovisual.

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