US$ 480 milhões na fase Seed? A nova aposta da NVIDIA e Bezos na IA

Uma nova empresa acaba de quebrar todos os recordes de investimento inicial com uma promessa ousada: IA que colabora em vez de substituir.

Bruno Silva
Bruno Silva Entusiasta de hardware e overclocker nas horas vagas
20 de janeiro de 2026 4 min
Imagem oficial: US$ 480 milhões na fase Seed? A nova aposta da NVIDIA e Bezos na IA
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Quatrocentos e oitenta milhões de dólares. Sério, para pra pensar nesse número. É o quanto a humans&, uma startup de IA centrada no ser humano (sim, o nome é esse mesmo, com o ‘E’ comercial no final), acabou de levantar numa rodada inicial. Se você acompanha o mercado, sabe que uma rodada inicial geralmente é aquele dinheiro pra comprar café e alugar um escritório, coisa de 2 ou 3 milhões. Mas quando você junta ex-funcionários da Anthropic, xAI, Google e OpenAI no mesmo barco, o cheque vem com muito mais zeros.

A empresa saiu do modo ‘stealth’ (aquele segredo industrial) chutando a porta com uma avaliação de mercado que beira os US$ 4,5 bilhões. Para efeito de comparação, tem empresa com produto na rua há anos que não vale metade disso.

O ‘Dream Team’ da Inteligência Artificial

O que explica esse valor absurdo antes mesmo de a gente ver um produto rodando liso no nosso PC? Basicamente, o currículo dos fundadores. A humans& foi fundada por um supergrupo de pesquisadores e desenvolvedores que lideraram esforços na xAI, Anthropic, Google DeepMind e OpenAI.

Estamos falando da galera que construiu a base do que a gente usa hoje. Segundo informações do TechCrunch, Eric Zelikman, ex-pesquisador da xAI, já estava em conversas para levantar bilhões com essa premissa. É como se os melhores engenheiros da Ferrari, Mercedes e Red Bull saíssem para montar uma equipe nova de F1. Os investidores não estão pagando pelo carro, estão pagando pelos pilotos.

Quem está bancando a festa?

A lista de investidores parece um ‘quem é quem’ do Vale do Silício:

  • NVIDIA (claro, porque vai precisar de muita GPU)
  • Jeff Bezos (fundador da Amazon)
  • Google Ventures (GV)
  • SV Angel

Quando a NVIDIA entra na jogada, meu radar de hardware apita na hora. Isso significa que o modelo de computação que eles planejam usar vai exigir um poder de processamento bruto insano. Não é brincadeira rodar o que eles estão prometendo.

A Promessa: Menos Robô, Mais Humano

Tá, mas o que eles vão fazer de diferente? A narrativa atual - e que deixa muita gente sem dormir - é a de que a IA vai roubar seu emprego. A humans& diz que essa visão está errada.

O entusiasmo tá rolando solto e a grana também, viu?

💡 O Pulo do Gato: Enquanto todo mundo corre para criar a IA que programa/escreve/desenha sozinha, a aposta aqui é na colaboração. Uma ferramenta que te deixa ‘buffado’ no trabalho, em vez de fazer o trabalho por você.

Por que isso importa pra gente?

Sinceramente? Porque a abordagem atual de ‘força bruta’ dos LLMs (como o GPT e o Claude) está começando a bater num teto de utilidade prática para tarefas complexas. Se a humans& conseguir criar um modelo que entende o contexto humano melhor do que apenas prever a próxima palavra, isso muda o jogo.

Eles dizem que querem mudar o jogo: deixar de lado aqueles bots que fazem tudo sozinhos e focar numa IA que realmente coloca o ser humano no centro. É uma aposta de que o futuro não é 100% automatizado, mas sim híbrido.

Minha visão: Onde a porca torce o rabo

Olha, vou ser honesto com vocês. US$ 480 milhões numa rodada inicial é algo que me deixa com a pulga atrás da orelha. A avaliação de US$ 4,5 bilhões coloca uma pressão gigantesca para entregarem algo revolucionário logo de cara.

A Anthropic (fundada pelos irmãos Amodei, ex-OpenAI) também levantou bilhões e hoje tem o Claude, que é excelente. Mas eles levaram tempo. A humans& já nasce valendo mais que muita empresa consolidada.

A ideia é dar mais poder pro trabalhador, não tomar o lugar dele. ‘Centrada no ser humano’ é um termo bonito de marketing, mas na prática, como você treina um modelo para ‘colaborar’ em vez de ‘resolver’? Isso exige dados de treinamento muito diferentes e uma arquitetura que, talvez, a gente ainda não tenha visto.

E claro, tem o custo de infraestrutura. Com a NVIDIA no barco, sabemos que hardware não vai faltar, mas o consumo de energia e a eficiência térmica desses novos datacenters é algo que, como entusiasta de hardware, estou louco para ver os detalhes técnicos.

Segundo a Reuters, foi essa ideia de ‘trabalhar junto’ que fez os investidores abrirem a mão. Se eles vão entregar o ‘santo graal’ da colaboração humano-máquina ou se vai ser apenas mais um modelo caro, só o tempo (e os benchmarks) dirão.

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